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inventas o teu destino as tuas
palavras que ninguém quer ouvir
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perdido entre labirintos e as formas da minha imaginação regresso ao ponto inicial da minha inocência e deixo-me adormecer como um barco abandonado arrastado pela corrente de um olhar © Victor José - extraído do poema "regresso à inocência"
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já sinto quase saudades de ser velhinho de adormecer ao ouvir os segredos de uma sombra de voltar aos meus tempos de menino com os cabelos brancos com as rugas da cor do tempo e um sorriso nas cicatrizes da minha alma
sinto saudades
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era tão bom não ter que esconder que te amo mostrar ao mundo inteiro a minha alegria quando estou contigo e passear contigo pelas ruas da cidade
era tão bom
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carregas os trapos do teu passado em sacos transparentes e trazes a história da tua vida desordenada no tempo
quando choras
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não já não sou o espelho quebrado no meu manto de estrelas fingidas e a agradável frescura esquecida por uma madrugada de verão © Victor José - extraído do poema "o que já não sou"
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sou flor sem a malícia do teu olhar que por vezes se esconde de ti da tua ternura imperfeita minúscula em forma de cores cristalinas
sou flor sem cor
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sonhei bem acordado com fraquezas incómodas com neblinas dormindo com versos perfumados e flores revestidas de saudade sonhei
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quero ser poeta para às vezes não existir para fugir de mim próprio esconder-me e reencontrar-me de novo todas as vezes diferente mas sempre igual
quero ser poeta
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© www.victorjose.com - Poemas registados na Sociedade Portuguesa de Autores e protegidos internacionalmente (ABRAC; SBACEM; ABP; GDA; SPA; SGAE e outros) -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- |